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Apple já está a trabalhar em novas gerações do iPhone Duo

Enquanto o primeiro smartphone dobrável da Apple ainda nem chegou às lojas, a empresa já projeta o futuro: segundo o jornalista Mark Gurman, da Bloomberg, novas variantes do iPhone Duo — maiores, menores e mais acessíveis — já estão em desenvolvimento.

O iPhone Duo, apresentado oficialmente em 9 de setembro ao lado da linha iPhone 18 Pro, marca a estreia da Apple no mercado dos smartphones dobráveis — um segmento dominado até aqui por fabricantes como a Samsung. O aparelho chega às lojas em 23 de outubro, com pré-venda já marcada em mercados como o Brasil a partir de 16 de outubro.

Mas, apesar de o lançamento ainda estar por concluir, a Apple parece já confiante o suficiente no sucesso do produto para planejar a próxima geração — e não apenas uma sucessora direta.

Duo Max, Duo Mini e até um Duo SE

De acordo com Gurman, a Apple já tem idealizados modelos com diferenças significativas de tamanho e capacidades. Entre os nomes especulados estão um iPhone Duo Max, voltado a um público que busca uma tela ainda maior; um iPhone Duo Mini, mais compacto; e até uma versão de entrada, um possível iPhone Duo SE, que tornaria a tecnologia dobrável acessível a um público mais amplo.

A escolha do nome "Duo" — em vez de "Ultra", por exemplo — não teria sido aleatória. Segundo o jornalista, a decisão foi tomada pensando justamente nessas variantes futuras, já que "sobrenomes" como Duo Max soam mais naturais do que alternativas como "iPhone Ultra Max".

A estratégia colocaria a Apple em rota de colisão direta com a Samsung, que já oferece múltiplas opções dobráveis no mercado — incluindo o Galaxy Z Fold em formato "passaporte" (o mesmo adotado pela Apple na versão base do Duo) e o Galaxy Z Fold Ultra, com o design tradicional em barra.

Previsão de 5 milhões de unidades vendidas até o fim de 2026

Um relatório da consultoria taiwanesa TrendForce, especializada em cadeias de suprimento de tecnologia, projeta que a Apple pode vender 5 milhões de unidades do iPhone Duo até o final de 2026 — um volume expressivo para um produto de estreia em uma categoria ainda relativamente nova para a marca. A expectativa é que esse desempenho garanta à Apple uma fatia relevante do mercado de dobráveis, historicamente pequeno em comparação ao mercado geral de smartphones.

Gurman vai além: acredita que, "no começo do próximo ano", o iPhone Duo se tornará "o telemóvel dobrável predominante no mercado". Segundo o jornalista, a procura pelo aparelho seria tão intensa que consumidores já estariam revendendo unidades no exterior, com preços disparando em plataformas como o eBay em meio à escassez de oferta.

O jornalista da Bloomberg acredita ainda que o sucesso do Duo deve pressionar concorrentes a "aumentar dramaticamente" os investimentos na categoria de dobráveis nos próximos anos.

O que já se sabe sobre o iPhone Duo

Fechado, o iPhone Duo tem dimensões próximas às de um passaporte, com uma tela externa Super Retina XDR OLED de 5,4 polegadas. Ao abrir, revela um painel interno dobrável OLED de 7,6 polegadas, com acabamento antirreflexo em nano-textura — um detalhe que, segundo análises técnicas, reduz significativamente a visibilidade do vinco central, um dos principais pontos criticados em dobráveis concorrentes.

O corpo é construído em titânio grau 5 com acabamento espelhado, disponível nas cores star white e night sky. Internamente, o aparelho é equipado com o novo chip A20 Pro, fabricado em processo de 2 nanômetros, com CPU de 6 núcleos e GPU de 7 núcleos, além de um Display Engine dedicado a gerenciar as duas telas simultaneamente. A Apple promete um ganho de performance sustentada de até 35% em relação ao iPhone 17 Pro.

Outros destaques técnicos incluem:

  • Modem C2, com conexões até 50% mais rápidas e suporte a 5G mmWave (nos EUA), além de 15% mais eficiência energética em relação ao modem C1X;
  • Chip N1, responsável por Wi-Fi 7, Bluetooth 6 e Thread;
  • Sistema de câmeras duplo, com sensor principal de 48 MP na traseira e câmera frontal de 12 MP;
  • Retorno do Touch ID, agora integrado ao botão lateral, substituindo o Face ID neste modelo;
  • Compatibilidade com o Apple Pencil USB-C, permitindo escrita e desenho diretamente na tela;
  • iOS 27 adaptado às novas proporções, com multitarefa renovada e integração com Apple Intelligence e Siri AI.

O aparelho também amplia o recurso Em Espera, que passa a funcionar tanto na tela externa quanto na interna, sem exigir conexão obrigatória ao carregador — o formato dobrável permite posicioná-lo como relógio de mesa, moldura digital, calendário ou painel meteorológico.

Resposta às críticas da concorrência

O diretor de marketing da Apple, Greg Joswiak, rebateu críticas de que a empresa teria chegado atrasada ao segmento dos dobráveis, afirmando que as rivais só lançaram telemóveis com designs semelhantes ao iPhone Duo porque copiaram a ideia da Apple.

Independentemente da disputa sobre pioneirismo, os números projetados por TrendForce e as declarações de Gurman sugerem que a Apple pretende consolidar uma linha inteira em torno do formato dobrável — não apenas um produto isolado, mas uma nova família dentro do catálogo iPhone, com espaço para diferentes públicos e faixas de preço nos próximos anos.


Com informações de Bloomberg, TrendForce, Notícias ao Minuto, Tecnoblog, MacMagazine e Apple Newsroom.

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