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Angola mobiliza campanha de vacinação para proteger mais de 10,9 milhões de crianças

A campanha nacional decorre de 23 a 27 de Outubro e prevê imunizar crianças contra a poliomielite, o sarampo, a rubéola e a febre amarela. Sílvia Lutucuta destaca a gratuitidade da vacinação e o reforço dos serviços de saúde em todo o país.

"Angola mobiliza mais de 77 mil profissionais para a Campanha Nacional Integrada de Vacinação infantil, protegendo milhões de crianças contra poliomielite, sarampo, rubéola e febre amarela de forma gratuita e segura."
Angola realiza uma campanha nacional de vacinação infantil entre 23 e 27 de Outubro para reforçar a proteção contra doenças evitáveis pela vacinação.

Angola está a realizar uma das maiores campanhas de vacinação infantil dos últimos anos, com o objectivo de reforçar a protecção de milhões de crianças contra doenças que podem provocar complicações graves e colocar vidas em risco.

A iniciativa, lançada oficialmente na sexta-feira, 23 de Outubro, prevê abranger mais de 10,9 milhões de crianças, sobretudo na faixa etária dos nove meses aos nove anos, no âmbito de uma operação nacional de saúde pública que decorre até 27 de Outubro.

A campanha abrange a vacinação contra a poliomielite, o sarampo, a rubéola e a febre amarela, sendo que a idade elegível e a distribuição territorial variam de acordo com cada vacina.

Durante o lançamento, a ministra da Saúde, Sílvia Lutucuta, destacou a importância da imunização infantil e apelou à participação das famílias, sublinhando que a vacinação é gratuita e constitui um investimento fundamental para o futuro do país.

Governo reforça vacinação infantil em todo o território nacional

A campanha é coordenada pelo Ministério da Saúde e conta com o apoio de parceiros nacionais e internacionais, incluindo a Organização Mundial da Saúde (OMS) e o Fundo das Nações Unidas para a Infância (UNICEF).

Segundo informações divulgadas pelas autoridades sanitárias e pelos parceiros da iniciativa, a operação mobiliza mais de 77 mil profissionais de saúde, voluntários e mobilizadores sociais, organizados em mais de 11 mil equipas de vacinação.

As equipas actuam em diferentes pontos do território nacional, incluindo comunidades urbanas, zonas rurais e localidades de difícil acesso, com o propósito de reduzir as desigualdades no acesso à imunização.

A estratégia inclui brigadas de vacinação porta-a-porta, postos fixos e postos avançados, permitindo alcançar crianças que, por diferentes razões, não tenham recebido todas as doses previstas no calendário de vacinação.

A iniciativa pretende reforçar a cobertura vacinal, prevenir novos surtos e garantir que um maior número de crianças tenha acesso aos serviços de saúde preventiva.

Sílvia Lutucuta destaca vacinação gratuita e segura

A ministra da Saúde, Sílvia Lutucuta, considera que a protecção das crianças deve ser uma responsabilidade partilhada entre o Estado, as famílias e as comunidades.

Durante o lançamento da campanha, a governante destacou a gratuitidade da vacinação e a importância dos investimentos realizados pelo Executivo para melhorar a capacidade de resposta do sistema nacional de saúde.

Sílvia Lutucuta salientou igualmente que a imunização representa uma das medidas mais eficazes para prevenir doenças evitáveis e reduzir o risco de complicações graves na infância.

A ministra apelou aos pais e encarregados de educação para colaborarem com as equipas de vacinação e garantirem que as crianças elegíveis sejam abrangidas pela campanha.

A orientação das autoridades é clara: nenhuma criança deve ficar de fora por falta de informação ou por dificuldades de acesso aos serviços de saúde.

Quais são as doenças abrangidas pela campanha?

A Campanha Nacional Integrada de Vacinação contempla quatro intervenções principais, destinadas a reforçar a protecção infantil contra doenças infecciosas.

Poliomielite: a vacinação procura reforçar a imunidade das crianças e contribuir para interromper a transmissão do poliovírus. A estratégia inclui a administração de vacinas por via oral e injectável, conforme a faixa etária e a intervenção definida para cada localidade.

Sarampo e rubéola: a vacinação destina-se a reforçar a protecção contra duas doenças virais que podem provocar complicações graves, sobretudo em crianças não imunizadas.

Febre amarela: a campanha prevê a vacinação de crianças elegíveis em municípios abrangidos pela intervenção, incluindo áreas das províncias de Luanda e Icolo e Bengo.

A administração das vacinas depende das orientações do programa nacional de vacinação e dos critérios definidos para cada intervenção.

Por esse motivo, os pais e encarregados de educação devem procurar informações junto das equipas no terreno ou das unidades sanitárias da sua área de residência.

Casos de doenças reforçam importância da prevenção

A campanha decorre num contexto que exige atenção das autoridades sanitárias.

Dados divulgados pelo Ministério da Saúde indicam que, desde Janeiro de 2025, foram registados casos de poliovírus circulante derivado da vacina tipo 2 em nove províncias.

No mesmo período, foram confirmados 1.954 casos de sarampo nas 21 províncias do país, enquanto a febre amarela registou 19 casos confirmados nas províncias de Luanda e Icolo e Bengo.

Estes números reforçam a importância da vigilância epidemiológica, da vacinação e da identificação de crianças que ainda não estejam devidamente protegidas.

A vacinação contribui para reduzir a circulação de agentes infecciosos e diminuir o risco de surtos, embora os resultados dependam da cobertura alcançada e da continuidade das medidas de prevenção.

As autoridades sanitárias defendem, por isso, que a imunização não deve ficar limitada às campanhas extraordinárias, devendo continuar através dos serviços regulares de vacinação nos centros de saúde.

Reforço da rede de vacinação facilita acesso nas zonas remotas

Outro aspecto destacado durante o lançamento foi a expansão das infra-estruturas necessárias para conservar e distribuir vacinas em condições adequadas.

Segundo informações divulgadas pelo Executivo, o número de unidades sanitárias com capacidade de cadeia de frio aumentou de 1.508 para 2.244. Foram igualmente instalados mais de 550 equipamentos solares destinados a apoiar a conservação das vacinas, incluindo em zonas de acesso mais difícil.

A cadeia de frio é essencial para manter determinadas vacinas nas condições de temperatura recomendadas durante o armazenamento e o transporte.

O reforço desta capacidade permite melhorar a distribuição dos produtos de vacinação e apoiar as equipas que trabalham em comunidades afastadas dos principais centros urbanos.

Para as autoridades, a expansão dos serviços representa um passo importante para aproximar os cuidados preventivos das famílias e reduzir as barreiras geográficas no acesso à saúde.

Campanha decorre até 27 de Outubro

A Campanha Nacional Integrada de Vacinação decorre de 23 a 27 de Outubro, em todo o território nacional, através de equipas móveis e postos de vacinação.

Durante este período, os pais e encarregados de educação são aconselhados a facilitar o acesso das equipas às crianças e a procurar os postos indicados pelas autoridades sanitárias.

Sempre que possível, devem apresentar o cartão de vacinação da criança, permitindo aos profissionais de saúde verificar o histórico de imunização e prestar as orientações adequadas.

As famílias que tenham dúvidas sobre a idade elegível, as vacinas a administrar ou os locais de atendimento devem contactar o centro de saúde mais próximo ou acompanhar os comunicados oficiais do Ministério da Saúde.

A campanha constitui uma oportunidade para reforçar a protecção das crianças, mas as autoridades recordam que a vacinação de rotina continua a ser indispensável para manter a imunidade ao longo do tempo.

Saúde infantil continua no centro das prioridades

A mobilização de milhões de crianças numa única campanha representa um desafio logístico que exige coordenação entre os serviços de saúde, as administrações locais, as comunidades e os parceiros internacionais.

Para além da disponibilidade de vacinas, o sucesso da iniciativa depende da participação das famílias, da capacidade de alcançar as zonas mais distantes e da confiança da população nos serviços de saúde.

A meta é ampliar a cobertura vacinal e reduzir o número de crianças que permanecem vulneráveis a doenças preveníveis.

Em Angola, a campanha em curso volta a colocar a saúde infantil no centro da agenda pública e reforça a importância da prevenção como instrumento de protecção das famílias e de desenvolvimento do país.

O Olho Global continuará a acompanhar os principais desenvolvimentos da campanha nacional de vacinação e outras notícias relevantes para a saúde pública em Angola.

Fonte: Ministério da Saúde de Angola, Governo de Angola e Organização Mundial da Saúde.

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