O Presidente da Assembleia Nacional da República, Augusto Santos Silva, assinalou hoje o Dia Mundial do Português, numa mensagem em que sublinhou que o futuro da língua depende de todos os cidadãos que falam e escrevem.
Augusto Santos Silva está desde quarta-feira no Brasil, país onde fez a sua primeira visita oficial como Presidente da Assembleia Legislativa Republicana e vai representar Portugal nas comemorações do Dia Mundial da Língua Portuguesa.
Num vídeo gravado na Biblioteca Republicana, antes de seguir para o Brasil, o ex-ministro dos Negócios Estrangeiros disse que o Dia Mundial do Português “é uma santificação sancionada pela UNESCO de três significados importantes”.
A primeira definição, segundo o presidente do parlamento, é “o reconhecimento do português como uma das línguas mais faladas no mundo”.
“Outra importância para a comunidade lusófona é, ou seja, um grupo de nove países que consideram o português como sua língua oficial ou uma de suas línguas oficiais; e terceiro - e mais importante - mostrar. atualmente dentro ou fora da escola. linguagem que usamos para nos expressar, para escrever, para falar para aprender”, disse.
Nesta mensagem, Augusto Santos Silva apoiou a ideia de que “o futuro da língua portuguesa depende de todos” que falam e, por isso, “é muito importante que o parlamento esteja associado a esse futuro”.
"A principal mensagem que quero transmitir é da responsabilidade de cada um de nós: falar português, escrever português, comunicar em português. Pratique ouvir todos os falantes, escritores e constantes em português, porque esse é verdadeiramente o futuro. linguagem comum", acrescentou.
139 empregos em 52 países
A terceira edição do Dia Mundial da Língua Portuguesa assinala-se hoje com 139 atividades em 52 países, com Angola e Brasil a ocuparem o primeiro lugar numa série de eventos espalhados pelos quatro continentes.
O dia, anunciado pela 40ª Assembleia Geral da Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (UNESCO) em novembro de 2019, é comemorado este ano, pela primeira vez, de forma quase normal, após a epidemia de covid-19 anos atrás.
"As comemorações da CPLP em Angola, na presença do nosso ministro da Cultura [Pedro Adão e Silva], serão de grande significado e terão um papel significativo" na previsão do dia, disse o reitor da universidade em comunicado. Elusa. Camões, João Ribeiro de Almeida.
Além de Angola, que assume a presidência da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP) e organiza hoje, entre outros eventos, um festival em Luanda com o nome da comunidade lusófona, Moçambique e Cabo Verde destacam-se em África como países com um grande número de atividades organizadas.
Entre as 139 atividades previstas, João Ribeiro de Almeida também fez questão de separar o atual curso docente do professor português, 61º no mundo, da Universidade do Paraná, Brasil, dando uma palestra sobre o Camões - Centro de Cooperação Linguística.
"Sempre lutei muito no Camões pela criação de estudiosos de nível superior. Porque foi isso que fez a língua portuguesa se destacar como língua de conhecimento, pesquisa, inovação", enfatizou o porta-voz.
"Será um momento maravilhoso, pois vamos celebrar o Dia Mundial da Língua Portuguesa e as comemorações do centenário [do] nascimento de José Saramago.
O quarto mais falado do mundo
O português é a quarta língua materna mais falada no mundo, depois do mandarim, do inglês e do espanhol, nações que, em menos de 30 anos, podem atingir cerca de 400 milhões de pessoas.
O português tornou-se a língua mais falada no sul do país. Além de falar em Macau, é a língua oficial dos nove estados membros da Comunidade de Língua Portuguesa, que juntos custam cerca de 2,7 mil milhões de euros, tornando o grupo a sexta maior economia do mundo, se é que existe (FMI).
É também a quinta língua com maior número de utilizadores online e é a língua oficial e/ou oficial de 32 organizações internacionais, da União Europeia, Mercosul ou Comunidade para o Desenvolvimento da África Austral (SADC).
Entre os países que mais investiram no ensino do português, destaca-se a China, com 56 universidades a lecionar português como língua estrangeira e cerca de 5.000 alunos a frequentar o curso, segundo dados recolhidos pelo Instituto Camões.
