País registra 211 mil casos de violência contra crianças

 Um total de 211 mil crianças foram vítimas de violência sexual, física, psicológica e laboral infantil, de 2017 a março deste ano, revelou, quinta-feira, em Luanda, o diretor-geral do Instituto Nacional da Criança (INAC). ).

Paulo Kalesi, falando aos meios de comunicação social, após a abertura do seminário de formação de quadros do INAC, que terminou ontem, disse que a província de Luanda está na linha da frente da violência sexual, com Huíla, Namibe, Bengo e Cuanza-Norte a registarem mais estatísticas de trabalho infantil.

O responsável salientou que, fruto das campanhas de sensibilização da população, nos últimos anos tem-se verificado uma diminuição dos casos de violência contra as crianças, fenómeno que se verifica desde o início do projecto de Municipalização da Acção Social.

Paul Kalesi disse que a Municipalização da Ação Social permitirá que os problemas das crianças sejam resolvidos e resolvidos a nível municipal. "O INAC terá a responsabilidade exclusiva de falar com todas as agências relevantes de proteção à criança", disse ele.

Disse que o INAC realizou um estudo sobre os casos de abuso infantil e concluiu que o problema deve ser abordado pelo município de forma a prevenir e combater qualquer forma de abuso físico, mental e emocional.

O vice-representante interino do Fundo das Nações Unidas para a Infância (UNICEF), Angola, Giovanni D'Amato, defendeu que a resposta à violência contra as crianças deve ser multifacetada, declarada um problema de saúde pública e urgente. .

Giovanni D'Amato disse que a violência contra as crianças não aconteceria na cultura angolana e não deveria fazer parte das normas sociais em nenhuma circunstância a nível nacional.

“A violação e o abuso sexual não são assuntos pessoais e não devem ser resolvidos em família, mas devem ser denunciados à Polícia Nacional, ao Tribunal da Infância ou a outras autoridades”, concluiu.

O seminário de formação de quadros do INAC, com a presença de delegados de 18 províncias, visa formar profissionais em acção, a partir de agora, que venham a reforçar as políticas amigas da criança.

Os delegados discutiram temas como “Proteção e Desenvolvimento dos Direitos da Criança”, “O Papel do INAC na Elaboração, Definição e Garantia da Implementação de Políticas Regulatórias”, “Prevenção e Combate à Violência contra Crianças”, entre outros.

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