O Movimento dos Estudantes Angolanos (MEA) apelou, esta segunda-feira, em Luanda, para o Governo a investir cada vez mais na melhoria do ensino primário.

O secretário-geral da entidade, Laurindo Mande, que destacou uma série de más condições no nível em questão, defendeu mais formação e melhores condições de trabalho para os professores, com vista a um melhor emprego.
Com este investimento, o MEA acredita que as fragilidades remanescentes no ensino básico podem ser superadas e atrair mais alunos para a escola.
Outra preocupação do Movimento é a necessidade de o Governo trabalhar para colocar as 23 mil crianças fora da escola no sistema geral de ensino, disse, citando informação do Instituto Nacional de Estatística (INEA).
Os maus resultados do ensino fundamental são considerados ruins porque o líder desta organização diz que há sucesso na primeira rodada do ensino médio do sétimo ao nono.
Relativamente ao 2º ciclo do ensino secundário (10º ao 13º ano), Laurindo Mande solicitou que, nos próximos anos, na preparação para os exames provinciais ou nacionais, o Ministério da Educação considere os professores locais, não sendo necessário passar para pessoas de outros países. Relativamente ao ensino superior, disse que a situação não é nada boa, sobretudo porque a situação de greve dos professores já dura há muito tempo e está a afectar o rendimento escolar dos alunos.
Sobre a greve, o secretário-geral do MED pediu a compreensão dos professores, defendendo que oito pontos do pedido de livro não poderiam ser resolvidos de uma só vez.
"Por exemplo, a Coligação quer que as infra-estruturas sejam consertadas. Este desafio não acontece da noite para o dia, por isso é importante dar mais tempo ao Governo para trabalhar", disse.