Uma ronda de assembleias de voto em Luanda levou à conclusão de que o resultado seria contestado entre os dois principais partidos, o MPLA, que está no poder há 47 anos, e a UNITA, o maior partido da oposição. A Comissão Nacional de Eleições anunciou que não pode prever quando serão revelados os primeiros resultados provisórios: "Está em curso a contagem de votos".
A votação na quinta eleição nacional de Angola terminou na quarta-feira, 24 de agosto. Agora que estão a ser apurados os votos e os resultados das várias reuniões em que o Expresso tirou as radiografias, não há dúvidas sobre a intensa luta entre os dois principais partidos, o MPLA e a UNITA.
Nos locais de votação, onde se contam os votos, por vezes acendem-se velas, ouve-se apenas "UNITA; MPLA, UNITA, MPLA" e raramente se mencionam outros partidos. O medo começou a cobrir a lista de delegados, contadores, secretários e presidentes. Tudo indica que o vencedor desta eleição terá uma “vitória dolorosa”, ou seja, muito próxima.
Como alguns comentadores previram, esta eleição é um dos alicerces sobre os quais o milenar MPLA, com mais de 47 anos, está em risco de ruir.
No entanto, a realidade em Luanda, onde há um grande protesto contra o Governo do Presidente João Lourenço, poderá mudar noutras províncias do país, nomeadamente no Cunene, Kwanza Norte, Bengo, Huíla e Kuando Kubango, são as províncias que existem. raramente há ondas de motins antigovernamentais
Entretanto, para os trabalhadores do “Kremlin”, como é conhecida a sede do Movimento Popular de Libertação de Angola, este momento é de preocupação e paz. O mesmo aconteceu no "Sovismo", onde também estiveram envolvidos os trabalhadores do balcão paralelo do grupo Galo Negro, liderado por Adalberto Costa Júnior.
Apesar de irregularidades em todo o país, onde foram registradas prisões de organizações filiadas ao principal partido da oposição, houve reclamações de delegados na lista de não poder entrar em um partido. de forma ordenada e pacífica.
SONDAGEM DA TPA PREVÊ 53% DE VOTOS PARA O MPLA
Uma sondagem de intenção de voto realizada pelo instituto Sigma Dos e revelada pela Televisão Pública de Angola (TPA) esta quarta-feira à noite prevê 53,6% de votos no MPLA (61,7% em 2017) e 42,4% (26,7% em 2017) na UNITA. Em terceiro lugar a grande distância ficaria a CASA-CE com 1,7% dos votos.
Segundo o estudo de opinião, a votação na UNITA subiria relativamente a 2017, porém, o MPLA manteria a maioria, já que num total de 220, elegeria entre 122 e 130 deputados. À UNITA caberiam entre 85 e 93.
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