Testemunhas oculares atacaram a instituição pública de ensino, roubando e destruindo todas as formalidades relacionadas à sua longevidade, mas o diretor afirmou que as aulas, previstas para setembro, garantiam.

Elias Ernesto, um menino de 13 anos, estava sentado em uma mesa sem capuz encontrada nos fundos do pátio da escola e estava esperando há quase três horas pelo aviso de transferência de dinheiro.
Este adolescente, na 6ª série, na sala 18 do Complexo Escolar 9020, Calemba 2, Talatona, quer estudar em outra instituição. O medo de perder um ano letivo é uma das razões pelas quais os pais decidem se retirar de uma instituição educacional.
Acompanhado da irmã, Elias sorriu, como se apreciasse o lugar dos pais, ao revelar que, desde que o prédio foi demolido em julho deste ano, nada mais lhe surgiu na cabeça.
Apesar de transmitir essa atmosfera alegre para o exterior, o jovem percebeu que essa decisão era difícil. Deixar os colegas, fazer amizades fortes com eles, com os professores não é uma coisa fácil.
Mas o aspecto atual da escola o desencoraja a continuar. A sala de aula tinha tábuas, janelas, portas e carteiras quebradas. A situação é semelhante para os gabinetes do director e do secretariado.
Não é como da última vez que a imprensa cobriu essa escola, hoje não recebemos mais notícias virais. Felizmente, o último programa escolar de Elias acabou. Não foi removido pelos bandidos que destruíram a escola.
"Tive sorte, porque os ladrões não estragaram meus registros escolares", insiste, vantagem que lhe permite solicitar uma declaração ou obter uma carteira de motorista.
A conversa com Elias foi interrompida, pois o jovem teve que ir buscar o anúncio. Mas quando ele entrou em contato com este texto, seu rosto mudou. Sentou-se à mesa debaixo da figueira, usando a sombra, e agora se lamentava.
"Essas notas não são para mim. Essas médias deveriam ser maiores", ele respirou, olhando para a página em branco com os números escritos a caneta. No entanto, ele ainda acha que ter esse documento é uma vantagem, porque existe um método. até o início das inscrições.
Ao sair do quintal do Complexo Escolar 9.020, o menino olhou para trás e se lembrou dos mais de 50 colegas de quarto com quem dividia o mesmo quarto no ano letivo anterior. Talvez seja por isso que eles andam tão devagar, calçando seus chinelos vermelhos e rolando lentamente os dedos dos pés de suas calças verdes de treinamento.
Embora aparentemente indecisa sobre a faculdade que deseja seguir quando terminar o ensino fundamental, Elias tem um sonho claro: se tornar juíza.
Luz no fim do túnel
Nem todo mundo tem a mesma sorte que Elias. Foi o que aconteceu com os irmãos de Paulo Lukoki, que estavam na quarta e segunda séries. Os lençóis desses dois meninos estão sendo derrubados tentando destruir a escola.
Assim como Paulo, muitos outros pais e responsáveis não se referiram às orientações finais do ano letivo anterior. Então, sob a orientação de seus pais, o jovem decidiu enviar seus irmãos para a escola.
“Por ser uma escola perto da minha casa, gosto mais das crianças daqui”, enfatizou, pedindo ao governo que faça tudo para reparar a instalação.
Nesta matéria inovadora, há luz no fim do túnel. Naquela época, a luz estava acesa, após o trabalho de mudança da instalação elétrica.
De acordo com o vice-presidente do grupo, Francisco Macuma da Silva, a atividade agradou a Comissão de Pais e Encarregados de Educação do Complexo Escolar 9020. Entretanto, destacou a necessidade de focar na reposição das aulas.
O chefe da Comissão disse: "Atualmente, o gabinete de fornecimento de energia, que é equivalente ao disjuntor, foi alterado", disse o chefe da Comissão quando vimos a delegação de especialistas da empresa de energia.
Ano letivo garantido
A escola é uma bagunça. O vandalismo aconteceu há cerca de um mês deixando salas de aula, escritórios e banheiros sem portas, janelas e muitas comodidades.
Mas os esforços estão sendo feitos pela Unidade de Educação da Cidade, sob a orientação da Autoridade de Talatona, para que as coisas voltem ao normal. Por exemplo, para garantir as instalações da escola, uma empresa privada tem oito homens trabalhando no centro, divididos em dois turnos de 48 horas.
A superintendente da escola, Conceição José, confirma o uso de guarda-costas, auxiliados por uma equipe de agentes da Polícia Nacional que garantem muita tranquilidade, neste momento, para funcionários e bens que sobraram do crime.
Conceição José acrescenta que a escola não regista nem certifica, sendo este último processo automático. "Trouxemos as cartas da remessa e organizamos período de tempo e lista de alunos aprovados e outros aprovados”, frisou.
Embora tenha confirmado o início das aulas, este ano, inclusive no período noturno, o superintendente explicou que a escola só aceitaria alunos recém-circuncidados.
Relativamente ao caso dos alunos que concluíram o 9.º ano, Conceição José afirma que, apesar de difícil, é possível repor as instruções e melhorar o certificado, e permitir que se matriculem no ensino secundário.
De acordo com Conceição José, a Secretaria Municipal de Educação pediu à escola que faça um levantamento sobre a falta de carteiras e outras necessidades, um trabalho que ainda está em andamento.
Antivandalismo é um dos maiores desafios desta instituição
O maior desafio desta escola, que atendeu 3.604 alunos no ano passado, é garantir que não ocorram novos atos de vandalismo, disse o superintendente.
Nesse sentido, a escola conta com o poder da Comissão de Pais e Cuidadores, que está realizando uma campanha de conscientização na comunidade do entorno da escola, para serem os primeiros defensores da organização.
Antecipando uma queda no número de alunos, cerca de dois mil alunos, tendo em conta a saída de diplomados e um grande número de pedidos de transferência de escolas, Conceição José diz que as turmas deixarão de estar lotadas.
Porque há menos alunos, haverá mais controlo sobre os alunos e quem visita a escola, afirma Francisco Macuma, que acredita que a polícia vai encontrar os autores do vandalismo de julho.
O Complexo Escolar 9.020, que tem 21 salas de aula, foi assaltado duas vezes em dias consecutivos. Documentos pessoais de funcionários e alunos, instruções de aula e todo o trabalho preliminar para os finalistas foram destruídos e dispositivos eletrônicos, armários e outros equipamentos de escritório foram roubados.
Naquela época, a universidade tinha 3.605 alunos, 84 professores e 13 funcionários administrativos. No ano letivo 2022/2023, o diretor acredita que a escola tenha apenas cerca de dois mil alunos.