Um jornalista israelense se filmou andando pela cidade sagrada do Islã e provocou indignação. O suspeito foi preso.
Autoridades sauditas anunciaram nesta sexta-feira (22) a prisão de um homem que ajudou um "não muçulmano" a chegar a Meca, em resposta à polêmica após a divulgação do vídeo por um jornalista israelense "atacado" nas redes sociais. O lugar mais sagrado do Islã.
Um vídeo do jornalista Gil Tamary, do Canal 13 de Israel, esta semana provocou uma resposta hostil ao califado no Golfo.
Israel"s Channel 13 aired a report on Monday featuring its editor Gil Tamari driving around #Mecca.
- DOAM (@doamuslims) July 19, 2022
He drove past the arched Mecca Gate, which marks the entrance to the city and the point at which non-Muslims are prohibited from entering, and Masjid Al-Haram. #SaudiArabia pic.twitter.com/AptS0jVMeQ
"O cidadão que o acompanhava, que levou e ajudou um jornalista americano e não muçulmano à Cidade Santa, foi processado", disse um porta-voz da polícia de Meca.
A Arábia Saudita e Israel não têm relações diplomáticas formais, embora os Estados Unidos estejam tentando se aproximar. Cidadãos israelenses só podem entrar na Arábia Saudita com um segundo passaporte se tiverem várias nacionalidades.
Em seu vídeo de 10 minutos, Tamary visita o Monte Arafat, importante e sagrado palco da peregrinação a Meca, realizada no início de julho deste ano. Nas fotos, Tamary admite que sua presença foi ilegal e se felicita por ser "a primeira jornalista israelense a fazer um vídeo aqui e em hebraico".
O jornalista pediu desculpas na última terça-feira (19), explicando que sua intenção era "mostrar a importância de Meca e a beleza do Islã".
Mas suas explicações não acabaram com a indignação na mídia e nas redes sociais, onde o termo "judeu na mesquita" foi amplamente divulgado.
