Angola registou, até Janeiro de 2021, cerca de 350 gravidezes na adolescência, situação que coloca o país na vanguarda das estatísticas mundiais, revelou terça-feira, em Luanda, o director-geral do Instituto Nacional da Criança (INAC).
Paulo Kalesi, que utilizou informação do Fundo Internacional de Emergência para a Infância das Nações Unidas (UNICEF) em Angola, acrescentou que o país controla pelo menos 35% de todas as gravidezes de adolescentes em todo o país.
Falando na conferência do Dia Mundial da Rapariga realizada a 12 de Outubro com o lema "O nosso tempo é agora, os nossos direitos, o nosso futuro", sugeriu que a situação é muito preocupante, mas assegurou que o INAC vai continuar os seus programas, especialmente o campo da educação.
Para o gerente geral, essas atividades terão como foco ensinar sexo às crianças antes da puberdade para que elas conheçam as consequências do sexo inapropriado.
"Não estamos muito bem, por causa do grande número de meninas grávidas, e estas, por muitos motivos, têm sido difíceis, porque a maioria são crianças pobres e há pouca comunicação entre elas. família". contou.
Base de dados
Alguns dos casos que acometem o INAC, segundo Paulo Kalesi, atingem meninas grávidas, alguns por abuso sexual, são obrigadas a deixar a casa dos pais, e alguns acabam descobrindo que estão grávidas quando fazem o rastreamento da doença. facilmente se espalhar.
Perante estas condições, disse o director-geral do INAC, a maioria das jovens dá à luz na rua, sobretudo a nova geração.
A este respeito, o Sr. Paulo Kalesi enfatizou que o INAC está trabalhando com o Ministro da Saúde e Educação, para criar uma base de dados mais sustentável representando os números em nível nacional.
O responsável esclareceu que o grupo com mais registos de gravidez de jovens é entre os 12 e os 14 anos. “Há poucos dias, tivemos uma menina de 12 anos que deu à luz na Maternidade Lucrécia Paim. descobrimos que ela era sem-teto, o que nos obrigou a trabalhar para resgatar o bebê."
Efeitos colaterais
A Ministra de Estado da Família e Desenvolvimento da Mulher, Alcina da Cunha Kindanda, considerou a revisão do dia da situação deste público-alvo, salientando que o órgão, por mérito e oportunidade, fez para o Instituto das Nações Unidas (ONU), 2011 , Dia Mundial Da Menina.
Reforça a visão da ONU de alertar o mundo sobre situações em que milhões de mulheres e meninas ainda vivem, cercadas de violência e discriminação, por isso quer lutar. , seus direitos. igualdade de gênero e oportunidades.
No tema do evento (Our Times is Now, Our Rights, Our Future), a Secretária de Estado dos EUA enfatizou que o problema enfrentado por esse grupo de meninas é um problema que o mundo inteiro enfrenta. violência de que são vítimas. é muito perigoso. resultado.
Alcina da Cunha Kindanda diz que a socialização da juventude passa por muitas fases de desenvolvimento, é vulnerável e por isso presenciar os sonhos das crianças será o futuro do país, transformado em pesadelo, por causa de uma gravidez precoce.
O responsável referiu que o país, em particular, tem feito muitos esforços no sentido de estar atento ao cuidado das meninas e jovens, no âmbito da proteção das crianças do sexo feminino, para prevenir e combater atos perigosos. casamento forçado e gravidez na adolescência.
Fortalecer o sistema de informação
A Sra. Alcina Lopes Kindanda continuou que o CEO irá reforçar os programas de informação educativa e de sensibilização sobre o impacto da saúde sexual reprodutiva no desenvolvimento físico, mental e social, com o objetivo de evitar que mais crianças sejam abandonadas do sistema de ensino devido à gravidez precoce . . “A gravidez na adolescência é uma questão de saúde pública, pois é composta por mudanças que afetam a saúde, o bem-estar físico, social e psicológico da vida da mulher”.
O ministro das Relações Exteriores disse que a educação em saúde sexual e reprodutiva não deve focar apenas na prevenção, mas também buscar ações que apoiem a discussão dos jovens para a mudança de comportamento.
O nascimento da juventude
A Dra. Natércia Simba de Almeida salientou que a maternidade de Lucrécia Paim dá à luz uma média de 70 a 90 bebés por dia, dos quais 20 são crianças pequenas, uma intervenção muito complicada, tantas crianças morreram.
Um professor universitário defendeu a urgência de reduzir o número de casos que começa a chocar, num momento em que muitas jovens acabam engravidando após serem agredidas sexualmente.
Como uma gravidez muito perigosa pela ansiedade que traz à mãe e ao recém-nascido, Natércia de Almeida acredita que a gravidez nesta idade pode causar problemas sociais e ambientais. Ele explicou que a gravidez na adolescência é considerada entre as idades de 10 e 20 anos, de acordo com a Organização Mundial da Saúde.
O Dia das Meninas é comemorado todos os anos com o objetivo de conscientizar sobre a igualdade de gênero e a violência, além de incentivar a discriminação que interfere na vida escolar e na vida das meninas.


