CISP - Huambo recebe mais de um milhão de chamadas falsas por ano

Um milhão, 494 mil e 155 falsos alarmes de emergência foram aceites pelo Centro Integrado de Segurança Pública (CISP) do Huambo, desde o seu funcionamento a 26 de junho de 2021 até à data.


No total, o CISP do Huambo recebeu, no seu primeiro ano de funcionamento, um milhão e 523.208 chamadas, das quais apenas 28.523 foram elegíveis, atendendo aos objetivos da instituição.

A verdade foi divulgada terça-feira pelo ministro do Interior em exercício da província do Huambo, José Pinto, por ocasião do primeiro ano em que foi lançado o terceiro maior centro de segurança pública, a seguir a Luanda e Benguela.

O responsável disse tratar-se de uma situação preocupante, tendo em conta o número crescente de pessoas que ligam regularmente para o 111, apenas para verificar as chamadas de emergência, além de falar mal dos funcionários.

Em consequência deste facto, José Pinto disse que o programa incluiu 11.590 terminais telefónicos na lista de desempregados, porque os seus proprietários prestaram informações falsas e incómodas aos utentes, com o intuito de os disciplinar por mau uso de uma chamada de emergência.

Apelou os cidadãos da província do Huambo a fazem o uso correcto dos canais  de denúncias e queixas colocados à disposição, evitando, desta forma, práticas que inibem dos utentes em situações reais de necessidade e de possível responsabilização criminal.

Ao longo deste período, disse, foram o CISP- Huambo visualizou, através da sala de vídeo vigilância, 45 mil 919 ocorrências diversas.

José Pinto precisou que das ocorrências visualizadas constam 22 mil 348 actos de violação às normas do Código de Estrada, 11 mil 342 de desobediência a situação de Calamidade Pública sobre as medidas de prevenção e combate à Covid-19, 11 mil 548 actos de transgressão administrativas, 19 acidentes de viação, 24 identificação de indivíduos envolvidos em delitos e 28 cidadãos desmaiados na via pública.

O responsável considerou o  CISP um importante órgão para a estratégia da segurança pública, por gerar e agregar valores tecnológicos às acções policiais, principalmente na prestação de um apoio técnico e operacional, para além de articular as forças em serviços com o sistema integrado de operações e socorro.

Destacou como perspectiva da Delegação do Interior no Huambo, a expansão dos pontos  de cobertura com vídeo-vigilância, assim como o reforço do das acções de formação do efectivo, com vista a servir com rigor a  segurança pública.

O CISP- Huambo está equipado com tecnologia de ponta para facilitar a monitorização e prevenir os índices de sinistralidade rodoviária e de criminalidade nesta região do país, em que se destacam 74 comeras de vídeo-vigilância instalados nas artérias da cidade e arredores.

Fazem parte dos 18 projectos de infra-estruturas nacionais, dois dos quais nacionais e 16 provinciais, até ao final deste ano, com um orçamento de 315 milhões de dólares.

As suas operações são asseguradas por mais de 154 efectivos, incluindo pessoal das Forças Armadas Angolanas, Polícia Nacional, Imigração, Investigação Criminal, Protecção Comunitária e Bombeiros e Prisões, incluindo peritos do Instituto Nacional de Emergência Médica (INEMA). ).

Com uma área de 35.771 quilómetros quadrados, composta por 11 municípios, 37 aldeias e 3.387 aldeias, vivem no Huambo, Planalto Central de Angola, mais de 600 milhões de habitantes, em 11 municípios.

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