A Organização Mundial da Saúde (OMS) insiste em que sejam impostas restrições de viagem, embora aconselhe que as viagens devem ser evitadas para aqueles que apresentam sinais da doença.

De acordo com um novo relatório, os casos do vírus 'monkeypox' em zonas onde a doença não é endémica superam os 2.000 em 36 países.
Segundo o documento citado pela agência Efe, os países com mais casos confirmados são o Reino Unido (524 contágios), Espanha (313), Alemanha (263), Portugal (241), Canadá (159) e França (125), sendo a Europa a região mais afectada, com 26 países com casos positivos.
Nos Estados Unidos, além dos casos registrados no Canadá, foram confirmados 72 nos Estados Unidos, cinco no México e no Brasil, três na Argentina e um na Venezuela.
No caso da África Central e Ocidental, onde a doença é galopante, este ano já foram confirmados 64 casos, embora tenham sido notificados mais de 1.400 casos.
A OMS mantém um nível de risco “moderado” em relação ao surto, pois é a primeira vez que surtos ocorrem em países não epidêmicos e estão distantes entre si.
A organização sediada em Genebra liga o atual surto ao contato sexual entre homens, embora não necessariamente uma doença sexualmente transmissível, mas é transmitida através do contato físico.
A OMS decidiu remover estatisticamente as divisões entre os países mais ricos e os mais ameaçados em termos do vírus da varíola.
"Preenchemos a lacuna entre países extintos e não virais e reunimos os países sempre que possível, para mostrar a resposta unificada necessária", disse a OMS em sua carta de sexta-feira, enviada à OMS hoje.